Um aniversário em ritmo de trabalho

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Junto com o bolo da festa, a cidade vai ganhar asfalto em oito vias nos próximos dias. Hoje (24), a rua 3C foi a primeira a receber massa asfáltica

Foto: Vinícius de Melo/Agência Brasília

Vicente Pires celebra 10 anos essa semana em ritmo de obras aceleradas e quem ganha presente são os moradores da cidade. Isso porque o asfalto chega à região em oito vias nos próximos dias. Hoje (24), a rua 3C foi a primeira a receber massa asfáltica. Serão 320 metros de extensão pavimentados que trará bem-estar e comodidade para a população local. Fora isso, desde março, coordenado pelo Gabinete de Gestão Integrada, as máquinas e homens não param na cidade, “O importante nesse momento é que o governo está dentro da cidade, trabalhando para devolve-la aos moradores do jeito que eles merecem, daí esse pacote e obras, esse é o grande presente hoje para cada morador de Vicente Pires”, destacou o administrador Daniel de Castro.

Além da 3C, a primeira a atender a demanda nessa segunda fase, com mais de 1300 metros de asfalto, está passando por intervenções diárias as ruas 3, 3B, 4, 4B, 6, 8 e 10, essa última, uma das mais avançadas, já com chão completamente compactado, pronto para receber uma camada de piche e, na sequência, o asfalto em si, num trecho de 1,5km entre os condomínios 176 e 178. “Na próxima semana vamos trabalhar em mais 580 metros de rua”, adianta o gestor da cidade.

Quase 50 homens e 10 máquinas intensificaram os trabalhos de ontem para hoje com intuito de entregar a 3C asfaltada para os moradores. O esforço foi em vão já que os moradores ficaram felizes em ver as máquinas a pleno vapor. “Nunca pensei que fosse ver isso, até que enfim alguém olhou por nós, esse asfalto vai durar uns 50 anos”, animou Beto Salles, morador da cidade desde 1999. “Fomos esquecidos no governo passado, parece que nessa gestão o governador tem empenhado em melhorar a cidade para gente. Os resultados estão aparecendo. Vamos ver se mantém até o fim”, torce a comerciante Elisângela Moura.

Foto: Vinícius de Melo/Agência Brasília

Amor incondicional

Goiana de Inhumas, Sirlene de Barros vive em Vicente Pires desde 2003, bem antes da região ser reconhecida, por lei, como a 30ª administração do Distrito. Tempo suficiente para a moradora criar laços afetivos com a cidade, que jura, não vai deixar nunca. “Só saio daqui morta”, brinca, elogiando o movimento das máquinas e dos homens, nem se importando com os transtornos das obras. “Eu penso assim, se está trabalhando é para o nosso bem, tem que ter um sacrifício por parte das pessoas. Quando terminar vai ficar bom”, torce.

Nova no pedaço, três anos apenas, Edinalva Souza nem sabia do aniversário da cidade e ainda está se acostumando com o novo espaço residencial. Antiga moradora de Ceilândia, ela revela que o ritmo em Vicente Pires é mais tranquilo. “Lá eu tinha problema com barulho, aqui não, tudo é mais calmo, menos agitado, estou gostando bastante”, diz, elegendo a Feira do Produtor seu point da cidade preferido. “Tem tudo aqui, além de ser um lugar agradável e bem centralizado”, elogia.

Vicente Pires nos anos 60 foi habitada por índios, e nos anos 70 por fazendeiros tem uma história brilhante. Uma história que ganhou nova densidade a partir de 1989, quando o então Governador José Aparecido, resolveu centralizar para as Colônias Agrícolas Vicente Pires, Samambaia e São José, o processo de expansão da área de produção rural da Colônia Agrícola de Águas Claras. A partir de convênio intermediado pelo GDF e realizado por meio da Fundação Zoobotânica, foi feito um contrato de uso do solo para produção agrícola com cerca de 360 chacareiros, cujo prazo tinha um tempo de uso estipulado em 30 anos.

Fonte:Lucio FLÁVIO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA.
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