Na reta final para o 2º turno, candidatos investem no ataque como campanha

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Na reta final da corrida pelo Palácio do Buriti, debates e programas eleitorais, espaços democráticos destinados à apresentação de projetos, acirraram o duelo entre Ibaneis Rocha (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB). A pouco mais de uma semana para a votação, os dois candidatos precisam reafirmar uma identidade para seduzir o eleitor. Dada a polarização, quem perder o duelo de 28 de outubro deve liderar o movimento de oposição ao adversário nos próximos quatro anos.
Enquanto o governador Rollemberg ressalta a ligação de Ibaneis com caciques políticos com problemas na Justiça, a exemplo de Tadeu Filippelli (MDB), e no suposto abuso de poder econômico, o advogado embasa o discurso em críticas à atual gestão e na ligação do governador com o PT, partido com o qual o socialista caminhou até meados de 2012, à época em que ocupava uma cadeira no Senado e se preparava para embarcar na disputa de 2014 pelo GDF.
Os temas abordados pelos concorrentes também repetem-se debate a debate. O confronto direto promovido pelo Correio e pela TV Brasília no início da campanha do segundo turno, no último dia 11, deu o tom da reta final. Naquele dia, Ibaneis criticou o novo formato de gestão do Hospital de Base, alegou que, como senador, Rollemberg precisaria ter fiscalizado o superfaturamento do Estádio Nacional Mané Garrincha e afirmou que o oponente praticou socialismo invertido ao desobstruir a Orla do Lago Paranoá e “deixá-la sem manutenção”.
O socialista abordou o episódio em que o adversário prometeu reconstruir, com dinheiro do próprio bolso, casas derrubadas pela Agência de Fiscalização (Agefis), além do fato de Ibaneis ter advogado a favor de um dos maiores grileiros do Brasil. Nas propagandas eleitorais, Rollemberg reitera que o adversário é da “nova cara da velha política”, com fotos de aliados de Ibaneis condenados na Caixa de Pandora, como Júnior Brunelli (MDB) e Rôney Nemer (PP). Investigados, a exemplo de Celina Leão (PP), também aparecem nas inserções. O emedebista retribuiu a alfinetada. Num dos blocos, a equipe do advogado mostra imagens do governador ao lado de Dilma Rousseff (PT) e de Aécio Neves (PSDB), sob a alegação de que o socialista fez uma carreira na política.
Trechos de entrevistas também são explorados. Rollemberg apostou em uma das falas de Ibaneis sobre a doação do valor que tem a receber com precatórios para reforma e construção de escolas — a contribuição está condicionada à eleição do emedebista. Em redes sociais e programas eleitorais, o governador teceu críticas à postura. Integrantes da equipe classificam a medida como “um toma lá dá cá”.
Para o mestre em ciência política pela Universidade de Brasília (UnB) Leandro Gabiati, o clima da disputa distrital “faz parte da estratégia política”. “Muitas vezes, torna-se difícil explicar para a população as propostas em tão pouco tempo. O eleitor prefere ouvir um discurso mais simples, centrado em melhorias em educação, saúde e segurança. Eles o fazem de forma superficial e acabam parecidos. Então, resta partir para o ataque, desconstruindo a imagem dos adversários”, explicou.
O especialista observa que o cenário foge do ideal. “O correto seria usar os espaços que contam com grande audiência para apresentar propostas. Porém, isso não é possível na maioria das vezes, principalmente no segundo turno, quando a disputa fica mais acirrada”, pontuou.
O embate entre Ibaneis e Rollemberg tem rendido uma vantagem ao emedebista. As três pesquisas divulgadas nesta semana, do Instituto Opinião Política, Ibope e Datafolha, indicam que Ibaneis tem 75% dos votos válidos. Apesar de Rollemberg ter subido o tom, essa diferença não tem se reduzido.

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Suspensão

Por vezes, as trocas de farpas acabam no Judiciário. Em decisão liminar, ontem, o desembargador eleitoral Jackson Domenico determinou a retirada do ar de propaganda na rádio em que o candidato à reeleição mencionou episódios controversos que envolvem Ibaneis, sob pena de multa diárias de R$ 50 mil em caso de descumprimento. No bloco de cinco minutos, Rollemberg alegou que o emedebista “tem vários prédios construídos em áreas irregulares”. “Quando falo grileiro vertical, é porque ele está descumprindo gabaritos daquela região e construindo para cima sem autorização do governo”, disse.
O governador acrescenta que, como advogado, o adversário defendeu um dos assassinos do índio Galdino. Pontua, ainda, que Ibaneis recebeu “R$ 3 milhões de recursos da educação de um dos municípios mais pobres da Bahia”. O valor se refere a honorários advocatícios do escritório de Ibaneis.
Ao recorrer à Justiça, a defesa de Ibaneis também pediu direito de resposta. O desembargador responsável, no entanto, ainda não avaliou o mérito. Na petição, os advogados do emedebista alegam que Rollemberg extrapolou “a crítica política que vem fazendo desde o início da campanha para alcançar acusações de corrupção graves e sem substância”. Na decisão, o magistrado Jackson Domenico afirmou que as acusações fogem “do limite da liberdade de expressão”. “Tem-se que a crítica genérica é fácil e nociva, tendo em vista que pode induzir a erro o eleitor sem criar maiores responsabilidades ao autor da propaganda”, frisou.
“O maior defeito dele (Ibaneis) é esconder os aliados. É não ter coragem de mostrar que está com Tadeu Filippelli, preso na Lava-Jato”, Rodrigo Rollemberg(foto: Sérgio Alberto/Divulgação)

Entre alianças, ataques e críticas

>> Alexandre de Paula
Os candidatos ao GDF tiveram agendas opostas ontem. Enquanto Ibaneis Rocha (MDB) preferiu se concentrar em encontros com partidos e lideranças, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) deu entrevistas e participou de um evento em que fez promessas para a área de ciência e tecnologia. As críticas ao adversário, porém, foram ponto em comum nos compromissos de ambos. O advogado acusou Rollemberg de produzir fake news, e o socialista criticou aliados do rival político.
Ibaneis dedicou o dia para consolidar acordos. O advogado reuniu-se com representantes do PR, PTB e PRB para oficializar alianças. No encontro com o PR, estava presente o ex-secretário de Saúde Jofran Frejat. O acordo com o médico era um desejo do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no DF desde o início da campanha. Frejat liderava pesquisas para o GDF, mas desistiu da candidatura. Na semana passada, uma reunião para anunciar o apoio chegou a ser divulgada para a imprensa, mas o médico declinou e afirmou que só fecharia qualquer suporte ao lado do partido.
Ontem, Frejat disse ao Correio que não quer assumir qualquer posição em um eventual governo. Ele garantiu que está “tranquilo” em casa e prefere permanecer assim. Em breve discurso na reunião, Frejat criticou a gestão atual e disse ter boas expectativas para um governo de Ibaneis.
No encontro, o advogado também aproveitou para criticar Rollemberg. Ibaneis alega ser vítima de fake news por parte do adversário e reclama dos ataques a clientes que defendeu. “Estivemos antes com a Sandra Faraj, que está aqui, e com o Fadi Faraj orando para que esse mal que o Rodrigo está fazendo se afaste da gente”, afirmou Ibaneis. Sandra e Fadi foram candidatos, respectivamente, à Câmara Legislativa e ao Senado, mas perderam as eleições. Os dois são líderes da Igreja Ministério da Fé.

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“Estivemos antes com a Sandra Faraj, que está aqui, e com o Fadi Faraj orando para que esse mal que o Rodrigo está fazendo se afaste da gente”, Ibaneis Rocha(foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

Foco no ensino técnico

O governador Rodrigo Rollemberg visitou o evento promovido na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no Parque da Cidade. Na ocasião, o chefe do Executivo local focou as promessas em mais investimentos para a área. O ensino técnico, garantiu o socialista, será uma das prioridades de um eventual segundo governo. Ele prometeu abrir 16 mil vagas e inaugurar centros. “Vamos construir mais cinco escolas técnicas no nosso próximo governo, garantindo formação técnica e tecnológica que garanta aos nossos jovens empregos qualificados e bem remunerados”, assegurou.
Rollemberg criticou as alianças feitas pelo adversário político com nomes envolvidos em escândalos de corrupção. “O maior defeito dele é esconder os aliados. É não ter coragem de mostrar que está com Tadeu Filippelli, preso na Lava-Jato; com Júnior Brunelli, da Oração da Propina; com o Benício Tavares, acusado de pedofilia. São com essas pessoas que ele vai governar, porque ninguém governa sozinho”, ressaltou
Fonte: Correio Brasiliense
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