Fundo Eleitoral torna corrida nas urnas mais desigual

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Escrito Por: Francisco Dutra
francisco.dutra@grupojbr.com

A divisão desigual do Fundo Eleitoral gera um abismo milionário entre candidatos e candidatas nestas eleições. Personagens abençoados pelos caciques dos partidos nadam de braçada com dinheiro público. Afinal, as nascentes dos recursos brotam nos impostos pagos pela população. Com pires na mão em busca de doações, os demais concorrentes caminham para as urnas. Como cantou o finado músico Chico Science, na melodia A Cidade: “O de cima sobe e o debaixo desce”.

O desbalanceamento na repartição da verba pública é gritante no Partido da República. Candidata à Câmara dos Deputados, Flávia Arruda (PR), esposa do ex-governador José Roberto Arruda (PR), teve a campanha superaquecida com R$ 2,4 milhões. O pretendente à reeleição deputado federal Laerte Bessa (PR) ganhou R$ 2 milhões. As quantias fazem sombra aos repasses dos demais concorrentes ao mesmo cargo. Por exemplo, Francisco Lucio (PR) recebeu R$ 100 mil.

A verba para Flávia supera inclusive orçamento de campanhas de candidatos ao GDF. A candidatura ao Palácio do Buriti do deputado federal Alberto Fraga (DEM), representante majoritário da coligação do próprio PR, tem na conta R$ 1,9 milhão. Líder nas pesquisas de intenção de voto, até agora, Eliana Pedrosa (Pros) concorre com quase R$ 546 mil. Já Rogério Rosso (PSD), pouco mais de R$ 730 mil.

No discurso, o Partido dos Trabalhadores prega o combate à desigualdade. Mas, na prática eleitoral, não é bem assim. A deputada federal Érika Kokay, presidente regional da legenda e concorrente à reeleição, teve a campanha agraciada com R$ 500 mil. Por outro lado, as candidaturas para a Câmara de Abias de Sousa (PT), Magellinha (PT) e Osni Calixto (PT) receberam R$ 15 mil, cada uma.

Líder regional do MDB, Tadeu Filippelli briga pela Câmara com R$ 1 milhão, pagos pelo partido. Enquanto isso, Edimar Pirineus (MDB) e Meire Mota (MDB) receberam do fundo eleitoral somente R$ 13,5 mil e R$ 15 mil, respectivamente. No Pros, a campanha para deputado federal do senador Hélio José foi vitaminada com quase R$ 526 mil. Herdeiro político do ex-governador Joaquim Roriz, Joaquim Roriz Neto (Pros) recebeu do partido pouco mais de R$ 146 mil.

O PV destinou R$ 150 mil para o deputado distrital Israel Batista concorrer a uma das oito cadeiras brasilienses na Câmara Federal. O partido injetou R$ 74 mil na campanha de Rayssa Tomas para o mesmo cargo.

A desigualdade segue para o PSol. Na divisão do Fundo Eleitoral, agremiação aplicou R$ 81 mil na campanha de Maninha (PSol). Para Anjuli (PSol), o apoio foi de quase R$ 30 mil. Para Angelo Balbino (PSol) e Antônio Cardoso (PSol), a ajuda ficou na casa dos R$ 1.223,58.

Entre as fileiras do Partido Progressista, a candidatura para a Câmara Federal da distrital Celina Leão foi fortalecida com R$ 1 milhão. Disputando a mesma vaga, o empresário Olair Francisco (PP) teve acesso a R$ 500 mil do fundo. O desequilíbrio marca o ritmo dos repasses no PSDB. Os tucanos investiram R$ 40 mil na campanha para federal de Andréia Moura. Mas nenhum centavo voou para Paulo Roriz.

Os números desta melodia desigual foram retirados do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, na última quinta-feira (6). Apesar de estarem desafinados com o bom senso e a igualdade de condições de competição pelas urnas, estão cobertos pelo guarda-chuva da legislação eleitoral. Até o primeiro turno das eleições, marcado para 7 de outubro, tudo pode mudar… Ou não.

A minireforma eleitoral em vigor barrou o financiamento empresarial. Só valem doações do Fundo ou de pessoas físicas, com limite de gastos por candidato. O modelo fortalece a direção dos partidos apadrinhados e dificulta a renovação política.
Segundo o presidente regional do PR, em exercício, Alexandre Bispo, a definição do repasse é da direção nacional do partido. “Todos os nossos candidatos foram informados que não haveria recursos em abundância”, garante Bispo.

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