Nunca aceitei ele em casa’, diz pai de mulher morta a facadas pelo ex no DF

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Edgar Soares Lúcio no velório da filha, Janaína Romão (Foto: Luiza Garonce/G1)

Funcionária de ministério foi assassinada na frente das filhas; sepultamento foi nesta segunda. Horas antes, foragido ligou e pediu a guarda das crianças.

 

Sepultamento de Janaína Romão, morta pelo ex-marido a facadas no Distrito Federal (Foto: Luiza Garonce/G1)

Sepultamento de Janaína Romão, morta pelo ex-marido a facadas no Distrito Federal (Foto: Luiza Garonce/G1)

Familiares e amigos se reuniram no cemitério do Gama, no Distrito Federal, nesta segunda-feira (16) para o sepultamento de Janaína Romão Lúcio. A funcionária do Ministério dos Direitos Humanos, de 30 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido no sábado (14).

Até as 16h30, Steffano Jesus de Amorim, de 21 anos, continuava foragido – o velório começou ao meio-dia e foi encerrado às 15h30, sem registro de tumulto.

O pai de Janaína, Edgar Soares Lúcio, de 67 anos, disse que nunca aceitou o relacionamento e que deseja a pena máxima para Stefanno.

“Eu quero que ele pague. Que fique [preso] o maior tempo que puder. Eu quero a pena máxima, porque não tem pena de morte.”

“Eu nunca aceitei ele na minha casa. Dizia que se ele virasse homem, eu seria o primeiro a abrir a porta da minha casa. Ele batia demais nela e eu não aceitava isso.”

Família inconformada

Edgar Soares Lúcio no velório da filha, Janaína Romão (Foto: Luiza Garonce/G1)

Edgar Soares Lúcio no velório da filha, Janaína Romão (Foto: Luiza Garonce/G1)

Muito comovida, a mãe de Janaína não quis conversar com a imprensa. Em uma fala rápida, disse confiar no trabalho da Polícia Civil e esperar que “a Justiça cumpra o papel de punir Stefano”.

Um dos quatro irmãos de Janaína, Antônio Marcos Romão, de 37 anos, disse ao G1 durante o enterro que a família está inconformada.

Segundo ele, a família tinha conhecimento do relacionamento abusivo e tentou ajudar Janaína. “Ele ficava atrás dela o tempo todo. Toda hora procurando, mesmo depois que voltou pra casa [dos pais].”

O padre que conduziu o sepultamento de Janaína convocou familiares e amigos a combater a violência contra a mulher.

“As mulheres continuam, ainda hoje, a sofrer essa situação. Nós precisamos lutar contra isso. Mas não uma luta de armas, uma luta de reflexão e de buscar as autoridades para que tomem providências.”

Ameaça

Na manhã desta segunda, o ex-marido ligou para o telefone fixo da família para exigir a guarda das filhas, de 2 e 4 anos. Após conversar com uma irmã de Janaína, ele desligou. A equipe da TV Globo estava no local no momento.

Em nota divulgada horas depois, a Secretaria de Segurança Pública informou que o reforço de policiamento no local do velório foi definido “em decorrência das ameaças feitas pelo agressor, que ainda encontra-se foragido.”

Janaína Romão Lucio, de 30 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido em Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Arquivo pessoal)

Janaína Romão Lucio, de 30 anos, foi morta a facadas pelo ex-marido em Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Arquivo pessoal)

Luto no ministério

No Ministério dos Direitos Humanos, Janaína trabalhava como terceirizada na Coordenação-geral dos Direitos da População em Situação de Rua, que monitora, coordena e avalia políticas de atenção a este segmento social.

Chefe da pasta, o ministro Gustavo Rocha decretou luto nesta segunda em razão do crime. No comunicado, ele também pediu aos gestores que liberem os servidores que desejam compareceu ao sepultamento, “para que possamos manifestar nossa solidariedade à família e amigos e a nossa homenagem à memória da Janaína”.

Um colega de trabalho, que não quis se identificar, disse que Janaína era “uma pessoa tranquila, uma boa mãe para as crianças e vai fazer muita falta”.

“A gente sabia que o relacionamento dela era abusivo. Ela comentava com os amigos mais íntimos e a gente dava conselhos, pra ela se separar”, disse ao G1.

“Acho que quando ele decidiu separar de vez, ele não aceitou e começou a ameaçar, usando as filhas para pressionar.”

Coroas de flores enviadas por servidores do Ministério de Direitos Humanos após morte de funcionária Janaína Romão (Foto: Luiza Garonce/G1)

Coroas de flores enviadas por servidores do Ministério de Direitos Humanos após morte de funcionária Janaína Romão (Foto: Luiza Garonce/G1)

Janaína havia denunciado Stefanno por violência doméstica duas vezes, em 2014 e no ano passado. Nas duas ocasiões, a Justiça determinou o cumprimento de medidas protetivas. Eles mantiveram um relacionamento por cinco anos e estavam separados desde 2017.

Segundo funcionários da pasta, ela era “uma moça jovem, alegre e tranquila”, mas circulavam boatos de que Janaína teria sido vítima de violência doméstica mais de uma vez.

A última vez em que ela foi vista pelos colegas de trabalho foi na festa junina da autarquia, nesta sexta-feira (13). Na ocasião, ele levou as duas filhas. “Todo mundo ficou chocado [com o crime]”, disse uma funcionária.

Stefano Jesus de Amorim, de 21 anos, matou ex-mulher a facadas em Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Facebook/Reprodução)

Stefano Jesus de Amorim, de 21 anos, matou ex-mulher a facadas em Santa Maria, no Distrito Federal (Foto: Facebook/Reprodução)

Feminicídio

O crime é investigado como feminicídio pela 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria). Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, entre janeiro e junho, 14 mulheres morreram assassinadas no DF em crimes de ódio motivados pelo gênero.

O número é 40% maior que os dez casos registrados no mesmo período de 2017. Nos dois períodos, a maioria das vítimas tinha vínculo familiar ou afetivo com os autores.

No DF, diferentemente de outras regiões do país, mortes violentas de mulheres são investigadas desde o princípio como feminicídios. Caso a investigação não identifique a motivação de gênero, o termo deixa de ser usado e a ocorrência é alterada.

FONTE: G1 DF

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