Projetos pessoais interrompidos pela pandemia: como lidar?

Mais Lidas

Tratamento de acupuntura para doenças neurodegenerativas

Doenças como o Parkinson, a esclerose múltipla e a síndrome das pernas inquietas afetam milhares de pessoas em todo...

Homem joga mochila recheada de maconha no telhado para fugir da PMDF | Policiamento Inteligente

Um homem foi preso suspeito de tráfico de drogas após abordagem da ROTAM – PMDF no conjunto B2 da...

BR-020 ganhará terceira faixa no trecho que liga o balão do Colorado a Planaltina – Rafael Prudente

O governo abriu licitação para construção de uma terceira faixa na BR-020, no trecho de cerca de 20 Km,...

O filósofo Heráclito disse que a mudança é a única constante na vida. Às vezes essas mudanças ocorrem abruptamente, partindo nosso presente ao meio. É isso que estamos vivendo agora com todos os projetos pessoais que a pandemia interrompeu, com aqueles objetivos que agora pairam no ar e também com alguns sonhos que já se dissiparam completamente.

Grande parte das pequenas mudanças e alterações que vivemos no nosso dia a dia são, na maioria das vezes, administráveis. Às vezes, até as vemos chegar e nos preparamos para elas. Outras vezes, o destino traz consigo a raiz da adversidade, aquela para a qual nos faltam estratégias, suportes e panos quentes. Ela chega, golpeia e imobiliza.

A atual crise do coronavírus, como um furacão, está levando empregos e projetos de curto prazo que já tínhamos quase conquistado, além de objetivos nos quais estávamos investindo tempo e esforço. Agora, todo esse universo foi colocado em uma estranha sala de espera, no limbo mais incerto ou, simplesmente, no nada mais difuso, transformando-se em algo que nunca vai voltar.

O mundo fala sobre a obrigação de focar no novo normal, enquanto ansiamos pela “antiga normalidade”. O que podemos fazer diante dessa situação? Quais estratégias psicológicas deveríamos considerar?

Jovem pensando nos sonhos que a pandemia interrompeu
Jovem pensando nos sonhos que a pandemia interrompeu

O que podemos fazer diante dos projetos pessoais que a pandemia nos roubou?

Embora não tenhamos estudos, análises e trabalhos prévios que nos revelem qual é a melhor maneira de lidar com os efeitos psicológicos de uma pandemia, sabemos, por exemplo, o que devemos enfrentar.

Temos pesquisas relacionadas a catástrofes naturais, bélicas ou situações altamente adversas que nos dizem uma coisa importante: cerca de 10% das pessoas acabam desenvolvendo graves condições psicológicas nesses panoramas, como um transtorno de estresse pós-traumático.

A Universidade de Columbia e o doutor Levy Galatzer realizaram um trabalho em 2018, no qual demonstraram que havia uma estratégia que costumava ser usada para atenuar esse efeito: a resiliência.

Estima-se que um dos efeitos dessa pandemia seja, sem dúvida, a depressão, e que ela vai atingir um bom número de pessoas. No entanto, existem alguns conselhos para minimizar esse efeito que já devemos colocar em prática para nos sentirmos um pouco melhor no futuro que nos espera ou, como costumamos dizer agora, em direção à nova realidade.

Os eventos adversos que estamos enfrentando agora podem nos paralisar ou nos convencer a tomar medidas de enfrentamento e ação. Uma coisa que devemos saber claramente é que tempos difíceis não nos transformam automaticamente em pessoas mais fortes. A resiliência não é um piloto automático que assume o controle quando as coisas não vão bem.

Somos nós, com nossa atitude, disposição e abordagem pessoal, que colocamos em prática essa atitude. Assim, diante de todos os projetos pessoais que a pandemia nos roubou, resta apenas uma opção: agir, responder, reformular. Vamos ver como podemos fazer isso.

Aceitação, tempo de luto por tudo que foi perdido

É impossível começar a planejar, pensar ou projetar quando o que está em nossa mente é a angústia. Devemos estar cientes de um aspecto importante em relação à situação atual: a pandemia está nos forçando a conduzir muitos tipos de luto. Não sofremos apenas pelas perdas humanas.

Nossa tristeza, ansiedade, frustração e medo estão concentrados nesses projetos pessoais que a pandemia nos roubou. Devemos viver esse luto, aceitando a nova realidade, gerenciando todo esse nó emocional que muitas vezes nos imobiliza.

A vida é uma viagem, não um destino: é preciso se reconstruir sempre

A pandemia não é o nosso destino, e sim mais uma parte do nosso ciclo de vida que teremos que assumir, aceitar e gerenciar.

Vamos viver um tempo nesse novo cenário, mas vislumbrando, paralelamente, um amanhã. Essa crise de saúde nos forçou a pausar a nossa realidade. Isso é verdade, mas a vida continua fluindo e devemos seguir em frente.

O que fazemos hoje terá um impacto amanhã. É verdade que muitos dos nossos projetos desapareceram como a fumaça que sai pela janela aberta, mas ainda estamos nesse mesmo local. Continuamos vivendo nele e precisamos abrir mais janelas para o futuro. É o momento de se reconstruir, e isso significa o seguinte:

  • Reformular projetos para as novas circunstâncias. Podemos fazer isso sendo criativos, mas também realistas.
  • É necessário aceitar a incerteza, o não saber o que vai acontecer amanhã. Para fazer isso, devemos focar nos aspectos das nossas vidas sobre os quais temos controle: nós mesmos, nossa atitude em relação ao futuro, a disposição de nos adaptar ao que vier, demonstrando habilidade, disposição e esperança.

Trilho do trem: planos para o futuro
Trilho do trem: planos para o futuro

Resiliência, o material que alivia a perda e nos ajuda a olhar para o amanhã

Não será possível recuperar muitos dos projetos pessoais que a pandemia nos roubou. Essa ferida será imensa e a dor, por sua vez, é coletiva. Porque o impacto dessa crise de saúde está minando vários alicerces em todo o mundo. Não estamos sozinhos, mas também é verdade que somente nós mesmos temos a capacidade de nos tirar do abismo atual.

A resiliência é o tendão psíquico que nos permitirá atenuar o efeito do trauma, agindo e não nos resignando diante da situação atual. No entanto, um aspecto que devemos entender sobre essa dimensão é que ela exige ação, tanto mental quanto comportamental.

É preciso aceitar e agir. A angústia deve ser administrada, mas também é necessário ter clareza a respeito de quais objetivos queremos alcançar amanhã.

É verdade que haverá dias em que o nosso espírito e a nossa vontade vão falhar. No entanto, é necessário treinar a mente para a ação e a superação, deixando para trás o que não faz mais sentido para criar novas perspectivas, novos planos e até um novo eu mais apto, forte e criativo, capaz de criar seu próprio futuro. Vamos em frente.

Como o confinamento afeta o nosso cérebro?
Como o confinamento afeta o nosso cérebro?
Como o confinamento afeta o nosso cérebro? A forma como o confinamento afeta o cérebro varia de pessoa para pessoa, já que cada um enfrenta esta situação de uma maneira diferente. Saiba mais aqui! Leia mais »

Fonte: amenteemaravilhosa.com.br/projetos-pessoais-interrompidos-pela-pandemia

- Publicidade-

Últimas Notícias

Tratamento de acupuntura para doenças neurodegenerativas

Doenças como o Parkinson, a esclerose múltipla e a síndrome das pernas inquietas afetam milhares de pessoas em todo...

Homem joga mochila recheada de maconha no telhado para fugir da PMDF | Policiamento Inteligente

Um homem foi preso suspeito de tráfico de drogas após abordagem da ROTAM – PMDF no conjunto B2 da QNM 42 de Taguatinga, por...

BR-020 ganhará terceira faixa no trecho que liga o balão do Colorado a Planaltina – Rafael Prudente

O governo abriu licitação para construção de uma terceira faixa na BR-020, no trecho de cerca de 20 Km, que vai do balão do...

União para atender artesãos em dez regiões administrativas – Agência Brasília

Apoio multifacetado reforça caráter de prioridade dado ao artesanato pela pasta | Foto: Cláudio Gerber / Setur-DFA loja virtual permite que os artesãos divulguem...

Terapia psicológica e medicamentos: a sinergia no tratamento

O uso de terapia psicológica e de medicamentos para tratar transtornos psicológicos sempre gerou debate. A terapia...
- Publicidade-

Notícias Relacionadas

- Publicidade-