Neuromitos sobre o cérebro que precisamos esclarecer

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Com a proliferação das neurociências, o interesse por elas também cresceu exponencialmente. Isso fez com que muitos conhecimentos e resultados de pesquisas fossem descontextualizados ou mal interpretados, dando origem ao que chamamos de neuromitos.

Esses mitos sobre o conhecimento neurocientífico ganharam profundidade no campo educacional. Isso levou pais, professores e os próprios alunos a terem certas crenças sobre o cérebro e o aprendizado que não são totalmente verdadeiras.

Esses vieses de informação também resultaram em métodos educacionais e outras práticas não baseadas em evidências. Além disso, levam a julgamentos e percepções errôneas que condicionam o modo como os educadores (pais ou professores) focam o aprendizado.

Estudos sobre o cérebro humano
Estudos sobre o cérebro humano

Desmistificando os principais neuromitos

Todos os neuromitos são baseados em um conhecimento científico real. No entanto, as informações foram deturpadas ou a atenção foi dada a apenas um aspecto muito específico. A seguir, vamos esclarecer os três neuromitos mais difundidos.

1. Usamos apenas 10% do nosso cérebro

Este poderia ser considerado o neuromito mais difundido de todo o conhecimento popular, estando na boca de educadores, publicitários, psicólogos, etc. Este mito sugere que usamos apenas 10% do cérebro e que esse percentual pode ser aumentado por meio de técnicas de treinamento ou aprendizado, uma vez que os outros 90% estão livres e sem uso.

O que realmente é verdade neste neuromito é que sabemos que o cérebro é um órgão muito poderoso e que, devido à sua funcionalidade, não pode ser 100% usado.

Isso não significa que nossas capacidades não possam melhorar, mas que esses aprimoramentos são feitos fortalecendo as conexões, criando novas redes ou melhorando a saúde do cérebro. Não é uma questão de “espaço”.

Se o cérebro fosse ativado em sua totalidade, isso implicaria um enorme desgaste de energia, além de produzir todos os tipos de comportamentos de uma só vez. O cérebro funciona ativando diferentes áreas que se conectam entre si para iniciar um processo cognitivo ou um comportamento.

Da mesma forma, quando dormimos, observamos que todo o cérebro mostra um pequeno nível de atividade. Assim, usamos 100% do cérebro, mas apenas as regiões necessárias são ativadas ao mesmo tempo.

2. A aprendizagem é eficaz se cada um seguir seu próprio estilo de aprendizado

Outra crença generalizada no campo educacional é de que os alunos aprendem melhor quando as informações são fornecidas de acordo com o seu estilo de aprendizagem.

Existem três supostos estilos principais: auditivo, cinestésico e visual. Dessa forma, seria necessário ensinar cada aluno com um método diferente. Inclusive, algumas escolas chegaram a identificar cada criança com a inicial do seu estilo.

No entanto, essa crença não apenas não se baseia em qualquer evidência científica, mas também não foi provado que a aprendizagem é melhor quando fornecida por um desses canais. Também foi observado que faltam muitos dados em pesquisas a esse respeito.

Cada cérebro é o resultado de um conjunto de experiências e biologia únicas. Assim, é inevitável que cada pessoa prefira ou ache mais fácil aprender de uma certa maneira. Agora, será que isso é melhor?

O que se sabe com certeza é que, quando o cérebro recebe vários estímulos que não são integrados sensorialmente, ocorre uma confusão e são necessários mais recursos para integrar as informações. Por outro lado,quando a informação é rica e cobre vários canais sensoriais, a memória e o aprendizado são mais fortes.

3. Os hemisférios são independentes e determinam a personalidade

Esse mito muito espalhado propõe que cada hemisfério cerebral é responsável por certos processos e que ambos funcionam de forma independente. Além disso, está relacionado ao fato de um deles ser dominante, o que determinará as características e até a personalidade das pessoas.

De acordo com essa ideia, o hemisfério direito é o do pensamento mais global, artístico, sensorial e despreocupado. Por outro lado, o hemisfério esquerdo seria o cérebro analítico, responsável, preciso, estruturado e lógico.

Atualmente, a ciência pode afirmar que isso não é verdade. Ambos os hemisférios recebem informações de todos os tipos e as processam da mesma forma. Todas as informações são trabalhadas de maneira interconectada, a menos que haja um distúrbio orgânico.

Além disso, embora ser destro ou canhoto implique o domínio de um hemisfério, isso não tem nada a ver com o tipo de processamento ou com a personalidade da pessoa. De qualquer forma, as aptidões e habilidades de cada um são determinadas principalmente pela experiência e outros fatores hereditários.

Neuromitos sobre os hemisférios cerebrais
Neuromitos sobre os hemisférios cerebrais

Existem muitos outros neuromitos…

Existem mais neuromitos, como aquele que afirma que você só pode aprender muitas habilidades até os 3 anos de idade, ou que a inteligência é herdada e não pode ser alterada, que o açúcar piora a atenção… Em suma, é muito importante levar em conta as crenças errôneas que determinam aspectos tão importantes quanto a educação.

Existem estudos que observaram que 95% dos professores acreditam em neuromitos, e isso determinará o que eles esperam dos alunos e como trabalharão com eles (efeito pigmaleão). Assim, é necessário fornecer um conhecimento científico adequado e que os resultados sejam divulgados corretamente.

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Fonte: amenteemaravilhosa.com.br/neuromitos

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