DF busca o pioneirismo na compartimentação sanitária da suinocultura – Agência Brasília

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O protagonismo e pioneirismo pelo qual o DF tem lutado é um trabalho a várias mãos. A intenção é que o modelo seja adotado primeiramente na Granja Miunça, pertencente à Hartos Agropecuária Cenci, uma das grandes produtoras do país | Foto: divulgação Seagri-DF

O Distrito Federal trabalha para ser o pioneiro na compartimentação sanitária da suinocultura no país e, em toda a América Latina. A medida, que consiste em adotar um conjunto de regras sanitárias e de biosseguridade na produção de suínos, vai facilitar o comércio internacional e garantir a proteção genética, além de beneficiar produtores e possibilitar a geração de empregos e renda.

A compartimentação sanitária nada mais é do que preservar a produção de contrair uma ou mais doenças, adotando status e controles específicos. No Brasil, a prática já é consolidada na avicultura e o que se busca é adotá-la para a suinocultura. Uma granja compartimentada está livre de determinados tipos de doenças e, desta forma, autorizada a vender seus produtos mesmo que um surto atinja uma cidade, estado ou o Brasil inteiro e o comércio seja bloqueado ou suspenso por outros países e autoridades competentes.

O protagonismo e pioneirismo pelo qual o DF tem lutado é um trabalho a várias mãos. A intenção é que o modelo seja adotado primeiramente na Granja Miunça, pertencente à Hartos Agropecuária Cenci, uma das grandes produtoras do país.

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O protagonismo e pioneirismo pelo qual o DF tem lutado é um trabalho a várias mãos. A intenção é que o modelo seja adotado primeiramente na Granja Miunça, pertencente à Hartos Agropecuária Cenci, uma das grandes produtoras do país | Foto: divulgação Seagri-DF

Nesta frente, a Secretaria de Agricultura (Seagri) tem feito a ponte entre a Hartos e o Ministério da Agricultura (Mapa) para que a empresa possa compartimentar sua produção, conforme preconiza a Instrução Normativa nº 44 de 2007, do Mapa. O trabalho ainda conta com o apoio da empresa DNA South América, especializada em melhoramento genético.

“O objetivo é proteger os locais de produção – desde o suíno jovem até o animal pronto para o abate. As unidades de produção devem obedecer a uma série de requisitos sanitários, como por exemplo o controle de entrada de pessoas, alimentação, desinfecção de veículos, para assim evitar a entrada de um microorganismo”, explica o diretor de Sanidade Agropecuária e Fiscalização da Seagri, Vinicius Campos.

“Tal situação evitaria o sacrifício desses animais nas emergências sanitárias e possibilitaria ao interessado manter as relações comerciais com clientes, inclusive de fora do país, sem nenhum embargo econômico”, completa.

Aprimoramento

O DF dispõe de 33 suinoculturas tecnificadas, seis abatedouros de grande porte e 157 mil animais alojados

Atualmente, o DF dispõe de 33 suinoculturas tecnificadas, seis abatedouros de grande porte e 157 mil animais alojados. Uma das produções de referência na técnica de bem-estar animal e Boas Práticas Agropecuárias é a Granja Miunça, localizada na região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF).

Proprietário da Hartos Agropecuária Cenci, Alexandre Cenci aponta a necessidade de implementar a compartimentação. “Para nós, produtores rurais, ela é muito importante no sentido de blindar nosso sistema de produção para que ele permaneça ativo e em comercialização, seja os animais para genética ou os de corte.

É uma construção para obtermos esse certificado no médio prazo. Estamos iniciando esse caminho”, afirma, ao destacar o trabalho em conjunto com o Governo do Distrito Federal e o Ministério da Agricultura.

“Tudo isso está sendo possível graças à atenção que temos recebido do Mapa, da Superintendência Federal da Agricultura, do GDF, no sentido de cooperar na implementação destas normas junto a nós. Fica o agradecimento a todos os profissionais envolvidos neste pleito, que nos coloca na vanguarda da tecnologia e da inovação e da segurança sanitária”, acrescenta Cenci.

Proteção genética

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Para o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Distrito Federal (DFSuin), Josemar Medeiros, a compartimentação sanitária vai ajudar e muito outros produtores| Foto: divulgação Seagri-DF

A lógica de proteção à genética é corroborada pela subsecretária de Defesa Agropecuária (SDA) do DF, Cristyanne Taques. Segundo ela, a medida é um grande fomento ao desenvolvimento da suinocultura porque garante a genética do DF e, consequentemente, do país.

“É uma medida que vai contribuir muito na geração de emprego e renda. Quando uma produção de suínos atinge um grau de desenvolvimento de genética, ela puxa outras. A Seagri trabalha para que a Granja Miunça se organize no que diz respeito aos procedimentos que precisam ser adotados junto ao Ministério da Agricultura para obter a compartimentação”, explica Cristyanne Taques.

“Essa certificação é uma forma de proteger o patrimônio genético brasileiro, bem como diminuir os impactos econômicos decorrentes de doenças emergenciais. Por exemplo, caso o Brasil venha a registrar focos de febre aftosa ou da peste suína clássica, a unidade com compartimentação mantém seu status como livre dessas doenças, tornando possível a comercialização direta com clientes de outros países”, reforça a subsecretária.

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Para o presidente da Associação de Criadores de Suínos do Distrito Federal (DFSuin), Josemar Medeiros, a compartimentação sanitária vai ajudar e muito outros produtores.

“Vemos com bons olhos essa iniciativa. Certamente funciona como espelho para os demais produtores do DF. Nossa produção é menor do que a de alguns estados, mas nosso padrão tecnológico é acima da média nacional. A compartimentação é uma iniciativa que pode colocar o Distrito Federal em outro patamar”, aposta.

Na visão de Josemar, outras grandes granjas da capital poderão, em breve, atingir o mesmo status, o que vai refletir na qualidade dos produtos e maior competição de preços com outros estados. “O primeiro resultado é a qualidade alimentar. A compartimentação vem primeiro para proteger a genética. E, com melhores produtos, teremos preços ainda mais competitivos”, finaliza.

Galeria de Fotos

DF em busca do pioneirismo na compartimentação sanitária da suinocultura
DF em busca do pioneirismo na compartimentação sanitária da suinocultura

Fonte: agenciabrasilia.df.gov.br/2021/03/21/df-busca-o-pioneirismo-na-compartimentacao-sanitaria-da-suinocultura

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