Monday, May 16, 2022
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60% das gestantes engravidam sem estar com boa saúde, entenda os riscos


Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos demonstrou que cada vez mais mães têm apresentado alguma condição de hipertensão, diabetes e obesidade no país. Estima-se que pelo menos 60% das futuras mães já não tinham uma boa saúde antes mesmo de engravidarem.

Os resultados foram bastante surpreendentes para os próprios pesquisadores, que não esperavam que a quantidade de gestantes sem graves problemas de saúde fosse tão pequena. Segundo eles, as diferenças geográficas contribuem ainda mais para os altos índices.

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Situação é pior ao sul

Gestantes que vivem no Centro-Oeste, onde estão localizados estados como Iowa, Kansas, Ohio e Indiana, e no Sul, onde estão Texas, Flórida e Geórgia, por exemplo, apresentam boa saúde. No Mississipi, isso ocorre em apenas 31% dos casos. No estado com melhores índices, Utah, este número é de 50%.

Os pesquisadores analisaram os fatores de risco de saúde cardíaca pré-gestação de mais de 14 milhões de mulheres entre 20 e 44 anos. Dessas, apenas 42% com idades entre 30 e 34 anos tinham boa saúde cardíaca, número que diminuiu para 37% entre as gestantes entre 40 e 44 anos.

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Este número, inclusive, tem piorado com o passar dos anos. Em 2016, o número de gestantes com boa saúde era de 43,5% a cada 100 nascimentos. Em 2019, no entanto, apenas 40% das gestantes tinham uma boa saúde cardíaca.

Problemas para mãe e bebê

bebê prematuro em encubadora
Mães que apresentam problemas cardíacos têm maior risco de terem partos prematuros. Crédito: Shutterstock

Isso pode trazer problemas significativos para as mães, uma vez que cerca de uma em cada quatro mortes relacionadas à gestação é causada por doenças cardíacas. Além disso, os bebês podem nascer prematuros, com efeitos que podem afetar a saúde das crianças durante anos.

“Entrar na gravidez com saúde cardiometabólica ruim aumenta o risco de resultados adversos da gravidez”, declarou a autora principal do estudo, Natalie Cameron. “Os resultados adversos da gravidez são considerados um fator de aumento de risco para doenças cardiovasculares mais tarde na vida”, completou.

Via: UPI

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