Monday, May 16, 2022
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Europeus pilhados e entrada em Riquelme: Paulo Sérgio revisita memórias do Mundial de 2001


Hoje comentarista da TV Gazeta, Paulo Sérgio defendeu o Bayern de Munique entre 1999 e 2002. Dentre os sete títulos conquistados pelo ex-jogador no clube bávaro, está a Copa Intercontinental de 2001, encarada como Mundial de Clubes à época.

Na decisão, o Bayern venceu o Boca Juniors por 1 a 0, com gol do zagueiro ganês Samuel Kuffour. Titular absoluto dos alemães, Paulo Sérgio concedeu entrevista à Gazeta Esportiva e lembrou detalhes da preparação para o Mundial. O brasileiro revelou que os sul-americanos presentes no elenco foram fundamentais para que o time entrasse em campo com determinação.

“Quando ganhamos a Liga dos Campeões, o título principal era a Liga dos Campeões. Até porque o Bayern de Munique ficou 25 anos sem ganhar a Champions. Nós conquistamos um campeonato importantíssimo e havia uma ansiedade para vencer novamente a Champions. O segundo passo foi o Mundial. Todo brasileiro e sul-americano gostava de vencer o Mundial, era mencionado muito aqui. O time tinha eu, o Giovane, o Claudio Pizarro, o Roque Santa Cruz. E nós pilhamos os caras, falando sobre a importância do título”, disse Paulo Sérgio.

“O time do Boca Juniors chegou dez dias antes, nós chegamos dois dias antes da final. Até porque os europeus acreditavam que, se ficassem muito tempo, a adaptação ao fuso horário seria complicada. Se chega na hora, joga e não tem esse tipo de problema. Nós jantamos e, no dia seguinte, já voltamos para a Alemanha”, completou.

Bayern celebra a conquista da Copa Intercontinental sobre o Boca Juniors (Foto: Divulgação/Bayern)

Antes da bola rolar, Paulo Sérgio pôde conversar com Carlos Bianchi, histórico treinador do Boca Juniors. Ele havia sido o responsável por trazer o meia brasileiro para a Roma, da Itália, por mais que os dois não tenham trabalhados juntos no clube.

“Antes do jogo, encontrei com o Bianchi, que foi o treinador que me contratou quando fui para a Roma. Quando cheguei na Roma ao fim da temporada, eles tinham mandado o Bianchi embora. Quando o encontrei lá, me elogiou e disse que eu era um jogador de Seleção, perguntou por que eu não estava na Seleção. Sem dúvida nenhuma, isso me motivou ainda mais”, contou.

Questionado sobre a principal memória que leva da partida contra o Boca Juniors, Paulo Sérgio não titubeou ao lembrar de um lance envolvendo o craque do adversário, Juan Román Riquelme.

“A minha entrada no Riquelme (risos). No meio-campo, ele foi rápido, cheguei atrasado para solar a bola e acertei ele. O pessoal queria a minha expulsão, e o juizão falou para seguir o jogo. O que vem à memória é essa entrada no Riquelme”, afirmou o ex-jogador.

Por mais que o Mundial não fosse a grande prioridade do Bayern naquele momento, Paulo Sério destacou o fato da torcida ter valorizado bastante a conquista.

“O mais interessante foi a volta para a Alemanha. Lógico que não tinha o número de torcedores que foram na nossa volta da Liga dos Campeões, mas, no estádio, eles começaram a cantar: ‘Nós somos o número 1 do mundo’. Os torcedores ficaram cantando isso durante aquela temporada. Então, eles perceberam a importância da competição”, pontuou.

Paulo Sérgio organizou as principais conquistas de sua carreira em prateleiras e não posicionou o Mundial no top 3.

“Lógico que eu colocaria a Copa do Mundo em primeiro e a Liga dos Campeões em segundo. Depois, o Campeonato Brasileiro (1990) foi mais importante do que o Mundial de Clubes, porque o Corinthians nunca tinha vencido um Campeonato Brasileiro, nós rompemos um paradigma de décadas. Então, creio que o Mundial vem em quarto, depois do Brasileiro. Depois, vem Campeonato Paulista, Copa da Alemanha, Supercopa, Campeonato Alemão…”, avaliou o ex-atleta.

Neste sábado, Palmeiras e Chelsea decidem a final do Mundial de Clubes, às 13h30 (horário de Brasília), no Estádio Mohammed Bin Zayed, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Para Paulo Sérgio, o Verdão tem plenas condições de conquistar o título.

“Eu dou como 50/50, porque é um jogo único, tudo pode acontecer. Eu trago a minha memória os dois jogos em que o Palmeiras não era favorito, contra o Atlético-MG e Flamengo. Não dá nem para comparar com o Al Ahly, é um outro jogo, outra equipe. Mas, se jogar determinado, como jogou contra o Al Ahly, tem grandes chances de conseguir uma vitória contra o Chelsea”, finalizou Paulo Sérgio.

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