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”A fruticultura é um mercado grande e que remunera bem”

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Banana, goiaba, laranja, limão, maracujá e tangerina. Há frutas para todos os gostos na capital federal e a produção delas tem ganhado cada vez mais destaque nos mais de 12.848 metros quadrados de terras voltadas à produção de frutíferas. O Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para fomentar o cultivo desses alimentos por meio de políticas de incentivo, assistência técnica, linhas de crédito, empréstimos de máquinas, entre outros. 

Em entrevista à Agência Brasília, o secretário-executivo da Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), Luciano Mendes, explica quais são esses estímulos – que continuaram mesmo na pandemia do novo coronavírus. Técnico em agropecuária e especialista em desenvolvimento rural sustentável, ele adianta que a pasta, em parceria com outros órgãos, está finalizando o Plano de Desenvolvimento Rural do Distrito Federal para os próximos 20 anos. 

“Com esse estudo, vamos mostrar para os agricultores da capital e da Ride [Região Integrada de Desenvolvimento do DF] que a fruticultura é uma excelente oportunidade porque toda a produção será consumida aqui. É um mercado grande e que remunera bem”, destaca o secretário-executivo.  

Quais frutas são produzidas no Distrito Federal?

O DF é uma área riquíssima na produção de frutas. Temos diversas espécies, como limão, tangerina, banana, abacate, limão e maracujá. São cerca de 31.848,67 toneladas desses produtos por ano em uma área estimada de 1.284,863 hectares. Uma das mais produzidas, por exemplo, é a goiaba – com 291,213 toneladas por ano e 25,62 hectares de área plantada.

Destas produções, o DF exporta alguma? 

Não exportamos nenhuma. A população da capital consome muitas frutas durante todo o ano. Quase todo maracujá que comemos, por exemplo, vem da nossa produção ou da Ride [Região Integrada de Desenvolvimento do DF], que são os municípios vizinhos – como Luziânia, Cristalina e Formosa. Já a safra de maçã, vem toda de fora. Agora, todas as frutas que gente produz na capital, são consumidas aqui mesmo.

Produzimos também frutas do cerrado? 

O baru, jatobá, cagaita, entre outras, são típicas do cerrado brasileiro. Só que mais numa condição de exploração e não de cultivos comerciais. Às vezes, há uma determinada região onde tem um conjunto de fazendas que as pessoas pegam esses produtos para o extrativismo. Tem gente que aproveita e comercializa fazendo doces, sorvetes. Nenhuma das outras frutas precisou de adaptação, pois elas são acostumadas com o clima tropical.

Quantas agricultores produzem frutas e de que forma o governo local os incentiva?

São cerca de 600 produtores de frutas. Muitos deles se dedicam a outras produções porque são sazonais. A ponkan (tangerina), por exemplo, é produzida durante dois meses e os outros dez não têm mais fabricação. Há diversas formas de incentivos. A Emater [Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do DF] dá assistência técnica especializada e gratuita a todos os agricultores, principalmente aos familiares. Talvez seja a principal, pois eles vão direto no produtor e mostram como produzir. Também oferecemos diversos créditos rurais por meio do BRB [Banco de Brasília], outros bancos privados, o Fundo de Desenvolvimento Rural [FDR] da Seagri, além de outro fundo da Secretaria de Trabalho. A secretaria também organiza as patrulhas motomecanizadas. Normalmente, são tratores de médio e pequeno porte com um conjunto de implementos que emprestamos a associações e cooperativas de produtores rurais. É uma forma dos equipamentos ficarem próximos dos produtores na hora que eles mais precisam para que preparem o solo e realizem o cultivo das suas lavouras.

Com a pandemia do novo coronavírus, esses incentivos aumentaram?

Logo que começou a pandemia, o governador Ibaneis Rocha colocou recursos para que a Seagri conseguisse comprar parte daquela produção que estava estagnada. Além de adquirir esses produtos, doamos tudo por meio das Cestas Verde – programa que distribui esses alimentos para famílias em situação de vulnerabilidade social. Em 2020, compramos e distribuímos mais de 90 mil cestas. Este ano, também organizamos os produtores e compramos e distribuímos a mesma quantia. Isso tudo dentro de um grande arranjo para minimizar os efeitos deste momento junto aos agricultores familiares e do outro lado colocamos produtos de boa qualidade na mesa de famílias carentes. Por meio do Pnae [Programa Nacional de Alimentação Escolar] conseguimos comprar esses produtos de associações e cooperativas e colocar na alimentação escolar. Nosso papel é fomentar. Estamos construindo o Plano de Desenvolvimento Rural do Distrito Federal para os próximos 20 anos. Com esse estudo, tentamos mostrar para os agricultores da capital e da Ride que a fruticultura é uma excelente oportunidade porque o consumo é grande e toda a produção é consumida aqui. A fruticultura é um mercado grande e que remunera bem. Em breve será divulgada a radiografia do que é a área rural do DF.

No DF há eventos do morango, goiaba e uva. Por que é importante manter essa tradição?

Há o encontro do maracujá também. É uma forma de colocar os produtores reunidos para discutir, tecnicamente, melhorias daquela cultura. Ainda não virou uma festa regular, com público urbano. Todas essas não começaram como festas, mas sim como atividades técnicas de fomento. Ao longo dos anos foi caindo no gosto da população e virando a potência que é hoje. Esses eventos fazem com que as pessoas conheçam o que é produzido aqui, consumam e do outro lado gera renda para os agricultores.

Como o governo incentiva as feiras itinerantes? 

Brasília adotou as feiras. As pessoas gostam deste ambiente. Recentemente foram criadas mais duas: uma na Vargem Bonita [Park Way] e outra no Sudoeste, apenas de produtos orgânicos. Reunimos os agricultores que estão de forma isolada, fomentando associações, cooperativas para que eles possam encontrar um ponto de comercialização. O que eles precisarem a gente coloca à disposição. Ao longo dos últimos anos, oferecemos caminhões para associações para ajudar no transporte da produção da região até esses pontos.

Confira o vídeo com a entrevista:

Fonte: Agência Brasília

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