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“Nossas magias são complementares”, diz casal de bruxos sobre seu relacionamento

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Reprodução: Alto Astral

Agosto Dourado: como lidar com as dificuldades de amamentar?

Os nove meses da gestação são marcados por muitas dúvidas e inseguranças, principalmente quando se é mãe de primeira viagem. Entre as principais questões, um dos assuntos que causa bastante ansiedade nas mulheres é a amamentação. Além das altas expectativas para esse momento, as dificuldades enfrentadas por muitas mães pode causar medo de não conseguir amamentar o bebê.

Embora ainda seja considerada um tabu, a amamentação é vital para mãe e filho. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o aleitamento materno reduz em 13% o risco de mortalidade da criança até os 5 anos, além de evitar condições como diarreia e problemas respiratórios e reduzir os riscos de diabetes, colesterol alto e hipertensão.

Considerando tantos benefícios, é fundamental incentivar o ato e ajudar cada vez mais mulheres a realizá-lo de forma segura e confortável. Com a finalidade de promover e incentivar a amamentação, bem como auxiliar as mães com dificuldades, neste mês é celebrado o “Agosto Dourado”, dando mais visibilidade à causa e relacionando a cor ao padrão ouro de qualidade do leite materno.

Portanto, se amamentar é necessário e benéfico, como lidar com as dificuldades dessa fase? Conversamos com alguns especialistas para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto e tornar esse momento tão importante mais leve!

Se preparando para amamentar

Atuando no setor de gestação de alto risco no Hospital Santa Joana, a ginecologista obstetra e mastologista Karina Belickas conta que antigamente era comum sugerir alguns cuidados prévios para a gestante, mas que esse hábito foi descontinuado. Atualmente, ela sugere que apenas duas coisas sejam feitas como preparo para a amentação: evitar o uso de hidratantes apenas nos mamilos e, se possível, tomar sol nessa região, mesmo que em casa.

O primeiro mês pode ser marcado por dificuldades

“Normalmente os problemas de amamentação são no começo, onde a mãe está conhecendo o bebê e vice-versa. Não existe um limite de tempo para essas dificuldades, mas a tendência é que as coisas se organizem no primeiro mês”, explica a médica.

Nesse sentido, ela destaca ainda que grande parte desses impasses são provenientes de frustrações e cobranças externas, porque, além das mães idealizarem muito o momento, é comum haver uma pressão das pessoas ao redor, o que intensifica ainda mais a ansiedade e dificulta o processo.

Outros pontos que justificam as adversidades também são questões fisiológicas: “as mulheres possuem mamilos diferentes! Existem mamilos invertidos, mamilos que são maiores e como o bebê é pequeno, ele não consegue apoiar. Pode acontecer ainda do bebê ter freio na língua, o que dificultará a mamada”, exemplifica a ginecologista.

Você viu?

Portanto, o que se deve ter em mente nessa hora, segundo Karina, é que se trata de um processo de aprendizagem, onde mãe e filho estão aprendendo juntos sobre a amamentação, testando diversas formas e descobrindo o que funciona ou não. Assim, o ideal é respeitar o tempo individual de cada mulher e contribuir para que o ato seja feito de forma tranquila e sem pressão.

Os “4P’s” da amamentação

Talvez você nunca tenha ouvido essa expressão para além do marketing, mas ao se tornar mãe, os “4P’s” saem da teoria e viram práticas. “Posicionamento da mãe, Posicionamento do bebê, Pega correta e Processo são as orientações imprescindíveis para amamentar de forma correta e confortável” mostra a consultora de amamentação Dayse Melo, da MAM Baby. Entenda cada uma das etapas:

  • Posicionamento da mãe: deve estar confortável e, se possível, em uma poltrona com uma almofada de amamentação firme que possa deixar os braços apoiados para conduzir o seu bebê;
  • Posicionamento do bebê: para que o bebê mame adequadamente, ajuste sua barriguinha virada para a barriga da mãe e dê um bom apoio da cervical (pescocinho);
  • Pega correta: apoie a cervical do bebê, faça uma “preguinha” com uma parte da aréola e mamilo e espere o seu bebê abrir bem a boquinha. Quando aberta, a mãe deve levá-la ao peito. Lembre-se de observar se a boca continua aberta e está fixa na mama, de modo a evitar traumas mamilares e possibilitar uma extração efetiva do leite materno;
  • Processo: aqui, a mãe deve observar se o seu bebê está engolindo. Se ele suga e, posteriormente, engole. Para saber se o seu bebê mama bem, você precisa observar se ele engole bem!

Os cuidados com o leite materno

É impossível falar de amamentação sem citar o leite. O alimento materno também requer alguns cuidados externos e internos. Por isso, a mastologista explica que a mãe também deve se cuidar, visto que sua saúde influencia diretamente na produção do leite. A mulher precisa de alimentação e hidratação adequadas, bem como de descanso, sono de qualidade e saúde mental e emocional.

Para casos de excesso ou escassez do leite, a condição deve ser avaliada individualmente e levar em conta o estilo de vida da mãe. Embora a produção tenda a se regularizar entre duas semanas e um mês, pois o corpo passará a entender as demandas do bebê, Karina destaca alguns cuidados que podem ser tomados em ambos os casos.

  • Produção excessiva de leite: “A mama não pode ficar dura, porque isso aumenta muito o risco de infecção e de mastite. No entanto, quanto mais a mãe ordenhar, mais será produzido. É preciso entender esse intercâmbio de quando e quanto retirar com a ajuda de profissionais. Além disso, vale apostar em tops que ficam mais justos e evitar água quente”, orienta.
  • Produção escassa de leite: “Nesses casos, devemos estimular e avaliar como a mama responderá ao estímulo. Talvez oferecer e ordenhar mais, assim como fazer compressas quentes, ajude. Entretanto, é fundamental checar como está a vida da mãe sobre descanso, alimentação, saúde emocional, pressão familiar. Nós devemos orientar essas mulheres, mas nunca cobrar, porque isso piora a ansiedade”, pontua.

Um dos últimos cuidados do aleitamento é quando a mulher volta à sua rotina profissional, por exemplo, após os seis meses da licença maternidade. O ideal é que a amamentação continue, mas isso requererá muita organização, preparo e dedicação. “É importante que tudo seja observado e organizado antes, em média 15 a 30 dias posteriores a essa retomada, para que mãe e bebê estejam bem. Trata-se de uma forma diferente de alimentação, logo, isso deve ser feito de uma forma muito cuidadosa”, ressalta Dayse.

Para esse novo cenário, a consultora indica que a extração do leite seja feita após as mamadas e armazenadas uma semana antes do uso. As quantidades deverão ser acordadas com o pediatra e o armazenamento, segundo ela, precisa ser feito em recipientes específicos para isso, podendo ser mantidos por até duas horas na geladeira e 15 dias no congelador. O aquecimento só pode ser feito em banho-maria, já que o leite materno não pode ir ao micro-ondas.

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